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Mostrando postagens de agosto, 2025

Ella vive o presente, no presente

 Ella vive o presente no presente Ella não sabia quando iria morrer — e talvez isso fosse, no fundo, uma bênção. Se soubesse, talvez andasse mais apressada, desesperada para dar conta de tudo. Mas como não sabia, optava por viver com pressa de paz, não de urgência. Aos 60 anos, carregava uma mala de experiências — algumas pesadas, outras leves como pluma. Tinha aprendido, no caminho, que a vida não avisa quando vai mudar. E por isso mesmo, escolheu viver com inteireza, um dia de cada vez, mesmo que muitas vezes tivesse que mudar a rota. Talvez vivesse o dobro do que já viveu — por que não? Ainda havia muito por fazer, por sentir, por descobrir. Ella queria viver muito, e queria viver bem. Viver uma vida de senhora. sem hora pra ir, sem hora pra voltar, sem hora pra dormir e sem hora para acordar. Simples assim.  Mas até que chegue o dia da sua morte, com toda a dúvida e incerteza que ela carrega, Ella escolhe viver o agora. O passado, Ella já perdoou. O futuro, entrega à fé. O...

Ella, sabe ser feliz

 Ella nunca desejou a morte de ninguém. Não porque lhe faltasse raiva ou memória — ah, Ella se lembrava bem do que fizeram com ela. Das palavras atravessadas como lanças, dos sorrisos falsos cheios de veneno, das traições disfarçadas de amizade. Mas Ella conhecia o tempo. E sabia: ele é mais justo que qualquer vingança. Enquanto alguns colecionavam maldades achando que sairiam ilesos, Ella seguia em paz, porque tinha certeza: na velhice, o corpo fraqueja, mas é a alma que sente o peso do que se fez. É ali, entre rugas e silêncios, que a consciência começa a falar alto. E ela não grita — a consciência sussurra quando a casa está vazia, quando o telefone não toca, quando os olhos já não enxergam, mas lembram. Ella não desejava dor, nem castigo. Só desejava que vivessem o suficiente para sentir o reflexo do que foram. E Ella? Seguia em frente. Com leveza. Pois, o importava para Ella no momento presente, não era o futuro — era viver o agora com intensidade, sabendo que cada cicatriz fa...

Ella, está viva, hoje

Ella acordou hoje com um pensamento forte no coração:  todo dia é um novo recomeço . Pode até soar como clichê, mas para quem já sentiu a proximidade da morte, cada amanhecer tem gosto de milagre. Ella passou por momentos difíceis. A anestesia geral, o silêncio do corpo, a estranha sensação de estar deixando tudo para trás… Por um instante, achou que não voltaria. Que sua história havia chegado ao fim. Mas Deus — em Sua misericórdia — lhe concedeu mais uma chance. E aqui está Ella: viva. Presente. Inteira no que é agora. Ella percebeu que a vida não é feita apenas de grandes feitos, mas de pequenos recomeços diários. De olhar no espelho e dizer a si mesma: “Vai, continua.” De aceitar as cicatrizes como parte do caminho. De reconhecer que: se ainda respira, é porque há propósito. E isso tem lhe dado forças para continuar escrevendo sua história — do seu jeito, com verdade, com alma. Talvez Ella ainda não tenha todos os planos definidos, mas ela tem fé. Talvez nem tudo esteja resolvi...

Ella sabe que: envelhecer dói

Ella aproveita o que lhe resta de energia e saúde , pois sabe que envelhecer não é algo tão simples. Aos poucos, o corpo começa a sentir o peso da idade e de como foi usado no passado. Um corpo com 60 anos carrega muitas histórias. Ella já carregou água na fonte, lavou roupas por horas sentada em um banco, trouxe pesadas sacolas de feira e mercado. Todas essas memórias estão gravadas naquele corpo que hoje envelhece, sentindo dores no joelho, nas costas, nos tornozelos e em tantos outros cantos. Sem romantizar: Ella sabe que envelhecer tem um preço. Por isso, apressa-se em viver cada dia para a sua própria alegria, cuidando de si e deixando que a vida traga o que tiver que trazer. O que não viveu na juventude — prazeres que pertencem àquela fase — não poderá viver agora, pois o tempo de ser jovem já passou. Mas, no que depender dela, aproveitará cada momento da caminhada para a velhice. Que ela chegue… e que Ella não se prenda a queixumes, mas à gratidão por ter vivido muitos anos. ...

Quem é Ella?

 Quem é Ela Eu, Suzana Super Maravilhosa aqui escrevo textos falando sobre ELLA. Onde isso vai dar? Aonde quero chegar? Não sei. Quem sabe! Quem conhece ELLA? Leia e veja o que ELLA passou, tudo que ELLA viveu. Dias felizes, momentos tristes, mas ELLA nunca se permitiu desistir. Sofreu violência sem nem saber que estava sendo violentada. Amou intensamente e na mesma intensidade deixou de amar. ELLA não sofre de amnésia, por isso aqui você leitor você vai experimentar a sensação de ser também um pouco ELLA, quando a sua história se encontrar com a dela. Essa história não tem um começo. Não tem um fim. É uma escrita atemporal. Em qualquer momento, em qualquer situação. O objetivo aqui é falar sobre ELLA, simplesmente. Sua infância, sua adolescência, sua juventude, sua fase adulta e sua velhice, talvez. Quem é ELLA? E quantas Elas cabe aqui em diversas histórias? Eu chorei por ELLA e com ELLA. ELLA. Simplesmente ELLA.