Ella vive o presente, no presente
Ella vive o presente no presente Ella não sabia quando iria morrer — e talvez isso fosse, no fundo, uma bênção. Se soubesse, talvez andasse mais apressada, desesperada para dar conta de tudo. Mas como não sabia, optava por viver com pressa de paz, não de urgência. Aos 60 anos, carregava uma mala de experiências — algumas pesadas, outras leves como pluma. Tinha aprendido, no caminho, que a vida não avisa quando vai mudar. E por isso mesmo, escolheu viver com inteireza, um dia de cada vez, mesmo que muitas vezes tivesse que mudar a rota. Talvez vivesse o dobro do que já viveu — por que não? Ainda havia muito por fazer, por sentir, por descobrir. Ella queria viver muito, e queria viver bem. Viver uma vida de senhora. sem hora pra ir, sem hora pra voltar, sem hora pra dormir e sem hora para acordar. Simples assim. Mas até que chegue o dia da sua morte, com toda a dúvida e incerteza que ela carrega, Ella escolhe viver o agora. O passado, Ella já perdoou. O futuro, entrega à fé. O...